terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Exaltação moribunda


Altivo e errante, sigo o eterno instante
Semblante de cobre, gesto compassado sobre
O trilho maldito que leva ao fado. Condenado.
Distorce uma chama
Na chuva que emana
Oblíqua e lenta
Tristeza avarenta, cinzenta e louca
Como o tempo que dorme ao sol do serão
São espadas lacadas
Docemente montadas
Em copas famintas de carícias aladas
Douradas cachopas
Que sangram licor
Demente semente que cresce ao calor.
Sem sabor.
A dor…
O amor…
O torpor.
Fim.
10-12-2007

1 comentário:

Anónimo disse...

Letras frenéticas...sensuais, muito lascivas mesmo... Adorei.